segunda-feira , 11 de dezembro de 2017
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Projeto do IFMA de capoeira busca reconstruir identidade afro-brasileira

Inserir a história e cultura afro-brasileira através da arte da capoeira no processo educacional. Esse é o objetivo do projeto de extensão “Capoeira na Praça” desenvolvido no IFMA Campus Araioses sob a coordenação do professor de língua portuguesa, Francílio Trindade.

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O projeto atende a um público heterogêneo formado por crianças, adolescentes e adultos da comunidade, através de aulas práticas da capoeira na Praça do Viva de Araioses. Ele conta, ainda, com aulas teóricas através da música cantada e orquestrada ao som de berimbau, atabaque, pandeiro e agogô. Também há leitura de livros com os fundamentos, princípios e filosofia dessa expressão cultural que abrange as artes da luta marcial, da música, do artesanato e da poesia.

Na semana passada (11/10), alunos integrantes do projeto realizaram a apresentação da roda de capoeira nas unidades escolares Humberto de Campos e Tudes José Cardoso, quando os educandos também tocaram os instrumentos, colocando em prática o aprendizado obtido no projeto.

Para Francílio Trindade, a capoeira representa uma memória viva e dinâmica da reconstrução da memória afro-brasileira. “A arte da capoeira é patrimônio imaterial do Brasil e patrimônio da humanidade e deveria ser inserida no currículo como componente curricular”, afirmou o professor. “A capoeira é uma das maiores responsáveis pela divulgação da língua portuguesa no mundo e tem grande relevância por sua identidade afro-brasileira e pela integração das várias manifestações artísticas como a música, a poesia e a dança”, sintetizou.

A inserção da cultura afro-brasileira no currículo escolar é prevista na lei 10.639/2003 e integra as políticas afirmativas, instrumentalizando o combate à discriminação racial. “A cultura afro-brasileira e africana no currículo escolar é pertinente, pois a escola é um local de formação de cidadãos e a extensão dela possibilita uma apreensão e valorização das matrizes culturais que fazem o nosso país multicultural e diverso”, avalia Francílio Trindade.

Para o coordenador do projeto, a capoeira tem muito a contribuir não só para a formação atlética, corpórea, mas também para a formação e reconstrução da identidade afro-brasileira. “Essa arte é uma grande divulgadora da nossa língua portuguesa e da nossa cultura no mundo”, disse. “Atrai povos de 160 países todos continentes para sua prática e para o entendimento de nossa cultura brasileira”, complementou. “Através de sua prática, da rica literatura, conseguimos ensinar a nossa língua, o nosso dialeto a vários povos dos cinco continentes através do jogo e da poesia musical e toda sua riqueza estética e pancultural”, prosseguiu. “Portanto, faz-se necessário desenvolver essa ação de extensão que também atende à legislação e essa arte pode ser incluída também na escola formal, para que haja uma formação identitária afro-brasileira”, finalizou.

Sobre Mateus Coutinho

Mateus Coutinho
Tenho 19 anos e moro em Araioses-MA. Sou redator e diretor comercial do Portal Panorama.

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