quarta-feira , 23 de agosto de 2017
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Obama promete intervir se Trump violar os direitos civis

Presidente defende a liberdade de imprensa contra o assédio de seu sucessor aos jornalistas

 

Barack Obama não vai ficar de braços cruzados depois de deixar a Casa Branca na sexta-feira. O presidente quer passar uns meses tranquilos, escrevendo e com a família, disse na quarta-feira em sua última conferência de imprensa. Mas acrescentou que vai intervir no debate se observar que o Governo Trump estiver discriminando minorias, silenciando a imprensa ou expulsando imigrantes ilegais que chegaram aos EUA como menores. Embora formulado com elegância e sem mencionar seu sucessor, um aviso desta natureza é incomum por parte de um presidente em final de mandato, e é um reflexo da preocupação de milhões de norte-americanos com o desembarque do novo presidente em Washington.

Obama listou quatro cenários que poderiam tirá-lo do silêncio próprio de muitos ex-presidentes novatos. Um, casos de discriminação. Dois, obstáculos explícitos ao voto das minorias. Três, tentativas institucionais de silenciar a imprensa. E quatro, esforços para deter jovens imigrantes e enviá-los a outros países. “Tudo isso me faria dizer o que penso, mas não significa que vou me apresentar a nenhuma eleição”, disse.

Trump prometeu na campanha eleitoral expulsar os onze milhões de imigrantes sem documentos que vivem nos EUA, posição que posteriormente deixou no ar. Durante a campanha e depois de sua vitória eleitoral em 8 de novembro, foi atacado pela imprensa e chegou a silenciar repórteres em uma coletiva de imprensa. A equipe do novo presidente está considerando a possibilidade de tirar os jornalistas que cobrem a Casa Branca da sala de imprensa na Ala Oeste, e realizar as conferências de imprensa como a de ontem em outro lugar. Muitos jornalistas trabalham permanentemente em cubículos na Ala Oeste.

“Ter vocês neste edifício”, disse Obama no início da conferência de imprensa, “nos obriga a ser honestos e trabalhar mais”. “Os EUA e nossa democracia precisam de vocês”, acrescentou.

O presidente fez alusão à liberdade de imprensa como um dos valores que os EUA devem defender no mundo, junto com os direitos humanos e uma série de normas, como a que impede que um país grande invada outro pequeno. Obama admitiu que os EUA não são um país perfeito e nem sempre esteve à altura desses padrões, mas expressou a esperança de que o próximo governo continue defendendo esses valores e não dê espaço para países que não defendem isso.

Obama sai com uma popularidade próxima aos 60%; Trump chega com uma popularidade em torno de 40%, um dos níveis mais baixos para um novo presidente nos últimos tempos.

 

Edição: Portal Panorama/ Isaac Carvalho

Imagem: Google.com

Sobre Isaac Carvalho

Isaac Carvalho
Natural de Itapecerica da Serra-SP, moro em Araioses-MA desde 2005. Sou redator e Diretor de Marketing e Publicidade do Portal Panorama. Também atuo como Diretor Executivo da Panorama Produções.

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